Crianças e Recém-Nascidos abandonados pelos pais


Exemplificando, a responsável diz que só nos primeiros dois meses deste ano apareceram no Amadora-Sintra 150 casos em que teve que se chamar a assistente social.
Maria do Céu Machado, que é também directora do serviço de pediatria do Hospital Amadora-Sintra, nota que as crianças ficam meses e por vezes anos internados nos Hospitais sobretudo por falta de vagas nas instituições que as podem acolher.
O problema atinge também famílias portuguesas devido ao desemprego. “Aumentam os maus tratos.”
Em 2001, em 19 hospitais com serviço de pediatria em todo o país, foram identificadas 70 crianças de internamento após alta clínica. Metade dos menores eram recém-nascidos e mais de um quarto tinham menos de um ano de idade.
Foi a pensar nas crianças, com inspiração nas que ficaram órfãs da II Guerra Mundial, que um austríaco criou em 1949 a primeira Aldeia SOS.
Estas aldeias têm como objectivo o acolhimento de crianças que perderam os pais, que foram abandonadas, ou que pertencem a famílias de risco e que não podem cuidar delas.
A organização chegou a Portugal em 1964, dois anos depois abria a primeira casa em Bicesse, no concelho de Cascais. A Segunda, localizada em Gulpilhares, em Vila Nova de Gaia, começou a funcionar em 1969.



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