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A mostrar mensagens de julho, 2018

Bebês deixados na Maternidade

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O abandono de crianças recém-nascidas no Ceará, em um ano, cresceu 300%. Muitos bebês são deixados na própria maternidade. Em uma rua de Salvador, um recém-nascido foi abandonado dentro de uma caixa de sapato no último fim de semana. Muitas vezes, o abandono das crianças é de outra forma. Elas são deixadas pelas mães ainda na maternidade. Em Belo Horizonte, no período de um ano, foram 32 nessa situação. Em Fortaleza, só no ano passado, foram 15. Os casos acontecem quando os bebês precisam ficar internados por mais tempo depois do nascimento e as mães recebem alta. Algumas vão para casa e não voltam para pegar as crianças. “Uma das principais causas são recém-nascidos filhos de mulheres dependentes químicas, que vivem em uma situação de extrema vulnerabilidade social, de extrema pobreza”, afirma a assistente social Edilene Ribeiro. Um menino de cinco meses foi o último que chegou a um abrigo de Fortaleza. Foi direto da maternidade. Outros dois bebês que estão na instituição ...

Foram encontradas crianças

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O ano passado foram abandonadas 173 crianças com menos de cinco anos em Portugal. Bebés como o João Vasco, que foi deixado num saco numa rua em Cascais na sexta-feira e está internado no Hospital de Cascais, mas também os que as mães entregaram para adopção logo na maternidade. No entanto, a grande maioria dos casos seguidos pelas comissões não são de recém-nascidos, mas de crianças entregues a si próprias pelos pais. O Ministério Público abriu ontem a investigação ao caso de João Vasco, deixado à porta de um prédio em Cascais com apenas algumas horas de vida e ao de outro recém-nascido, encontrado morto no domingo num saco de supermercado junto à ribeira do Jamor, em Oeiras. A autópsia ao bebé deveria ter sido feita ontem, mas, ao que o DN apurou, a ordem do Ministério Público só chegou ao final da tarde. Por isso, os exames forenses devem realizar-se hoje (ver texto ao lado). Já no caso de João Vasco - nome escolhido para o bebé pela equipa do Hospital de Cascais e que reúne o...

Recém-nascido abandonado

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Um bebé recém-nascido foi encontrada nesta segunda-feira abandonada e ainda com sinais de vida numa vala na localidade de Boavista dos Pinheiros, no concelho alentejano de Odemira, mas acabou por morrer, disse à agência Lusa fonte da GNR. Ao que tudo indica, trata-se de um caso de um bebé do sexo feminino que terá sido abandonado pela mãe pouco tempo depois de ter nascido, admitiu a fonte da GNR, referindo que o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária. Segundo a fonte, um morador alertou as autoridades às 11h50 desta segunda-feira para a presença de um bebé numa vala junto a uma zona residencial de Boavista dos Pinheiros, no concelho de Odemira, no distrito de Beja. Após o alerta, a GNR e operacionais de socorro deslocaram-se ao local e confirmaram tratar-se de um bebé recém-nascido, que ainda apresentava sinais de vida, mas estava em paragem cardiorrespiratória, explicou a fonte.

Traumas das crianças abandonadas

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Além de traumas psicológicos, o abandono pode provocar danos cerebrais graves em crianças. Um estudo do Hospital de Crianças de Boston, da Universidade de Harvard, acompanha, desde o ano 2000, crianças negligenciadas em abrigos da Romênia, e muitas delas apresentam, segundo as análises, problemas de desenvolvimento da chamada substância branca do cérebro — região que ajuda na comunicação entre os neurônios, as células do sistema nervoso —, o que leva à redução da capacidade linguística e mental. Os pesquisadores americanos começaram acompanhando crianças entre 6 meses e 2,5 anos. No início do estudo, a Romênia vivia os ecos das ações implementadas pelo regime de Nicolae Ceausescu — de 1965 a 1989, ano de sua execução — para aumentar a natalidade, como a proibição do aborto e do uso de contraceptivos. O resultado foi a explosão de nascimentos de bebês, que foram encaminhados para orfanatos estatais, onde receberam pouco estímulo linguístico e sensorial. Segundo estimativas de ONGs...

Crianças e Recém-Nascidos abandonados pelos pais

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Exemplificando, a responsável diz que só nos primeiros dois meses deste ano apareceram no Amadora-Sintra 150 casos em que teve que se chamar a assistente social. Maria do Céu Machado, que é também directora do serviço de pediatria do Hospital Amadora-Sintra, nota que as crianças ficam meses e por vezes anos internados nos Hospitais sobretudo por falta de vagas nas instituições que as podem acolher. O problema atinge também famílias portuguesas devido ao desemprego. “Aumentam os maus tratos.” Em 2001, em 19 hospitais com serviço de pediatria em todo o país, foram identificadas 70 crianças de internamento após alta clínica. Metade dos menores eram recém-nascidos e mais de um quarto tinham menos de um ano de idade. Foi a pensar nas crianças, com inspiração nas que ficaram órfãs da II Guerra Mundial, que um austríaco criou em 1949 a primeira Aldeia SOS. Estas aldeias têm como objectivo o acolhimento de crianças que perderam os pais, que foram abandonadas, ou que pertencem a fam...